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Gerar CPFs “válidos”

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O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) é uma sequência de 11 dígitos que identifica o cadastro de alguém na Receita Federal e permite mapear qualquer movimentação financeira realizada pelo sujeito.

O CPF é obrigatório para pessoas físicas que:

  • residam no Brasil e integrem o polo passivo de relação tributária principal ou acessória, seja na condição de contribuinte ou responsável, bem como os respectivos representantes legais;
  • praticarem operações imobiliárias de quaisquer espécies no Brasil;
  • possuírem, no Brasil, contas bancárias, de poupança ou de investimentos, ou operarem no mercado financeiro ou de capitais no país;
  • operarem no mercado financeiro ou de capitais no Brasil, inclusive em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhados;
  • possuírem, no Brasil, bens e direitos sujeitos a registro público ou cadastro específico, incluídos imóveis, veículos, embarcações, aeronaves, instrumentos financeiros e participações societárias ou no mercado de capitais;
  • sendo maiores de 14 anos, constem como dependentes em Declaração de IRPF;
  • por exigência de órgãos ou entidades da administração pública federal, estadual, distrital ou municipal, nos termos da legislação própria afeta aos negócios desses órgãos e entidades; ou tenham requerido benefícios de qualquer espécie no INSS.

Como é verificada a validade de um CPF?

O CPF, que segue a máscara ###.###.###-##, é gerado e também verificado segundo um algoritmo matemático. O algoritmo é o seguinte:

  1. Os 9 primeiros dígitos são multiplicados, cada um, por uma sequência decrescente partindo do 10 e, ao fim, soma-se os resultados das multiplicações. Por exemplo, o CPF 217.306.891-16 seria verificado assim:
  2. 2x10 + 1x9 + 7x8 + 3x7 + 0x6 + 6x5 + 8x4 + 9x3 + 1x2 = 197
  3. Multiplica-se o resultado da soma anterior por 10, dividi-se o resultado por 11 e fica com o resto da divisão (módulo). Se o módulo resultar em 10, considera-se como 0:
  4. 197x10 mod 11 = 1

    Este resultado é o primeiro dígito verificador do CPF que fiz após o traço da máscara “-“.

  5. Agora, com os 10 primeiros dígitos se faz o mesmo que foi feito no passo 1 mas partindo do multiplicador 11:
  6. 2x11 + 1x10 + 7x9 + 3x8 + 0x7 + 6x6 + 8x5 + 9x4 + 1x3 + 1x2 = 236
  7. O resultado do passo anterior, multiplica-se por 10, divide-se por 11 e fica com o resto da divisão (módulo). Se o módulo resultar em 10, considera-se como 0:
236x10 mod 11 = 6

Este é o resultado do segundo dígito verificador. Portanto este CPF usado no exemplo é válido.

Como criar novos CPFs válidos

  1. Escolha 9 dígitos aleatórios:
  2. 054.234.431

  3. Descubra o primeiro dígito verificador segundo o algoritmo já detalhado:
  4. 0x10 + 5x9 + 4x8 + 2x7 + 3x6 + 4x5 + 4x4 + 3x3 + 1x2 = 156
    
    156x10 mod 11 = 9

    Até agora o CPF é: 054.234.431-9

  5. O segundo dígito verificador segue o mesmo princípio, como já exposto:
0x11 + 5x10 + 4x9 + 2x8 + 3x7 + 4x6 + 4x5 + 3x4 + 1x3 + 9x2 = 200

200x10 mod 11 = 9

Portanto o CPF válido é 054.234.431-99

CPFs inválidos que passam no algoritmo

CPFs com todos os dígitos iguais (111.111.111-11, 222.222.222-22, 333.333.333-33, etc) passam no algoritmo mas são inválidos.

Conclusão

Conhecendo o algoritmo de geração de CPFs, é fácil criar CPFs falsos que passam em qualquer cadastro como verdadeiros. Assim qualquer um pode gerar CPFs “válidos” para usar em cadastros infinitos.

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